terça-feira, 16 de dezembro de 2008

"NOVELAS" relembra hoje “A Pequena Órfã” de 1968 da Tv Excelsior

1968: “A Pequena Órfã”

Um dos poucos grandes sucessos da Tv Excelsior (Canal 9 de São Paulo), “A Pequena Órfã” (autoria de Teixeira Filho), estreou no dia 1º de julho de 1968 às 18h e foi um sucesso nas cidades que retransmitiam o sinal da emissora.

A protagonista de “A Pequena Órfã” foi Patrícia Ayres, filha do ator Percy Ayres. Ela interpretou com perfeição a menina “Toquinho”, e então se desenvolveu a trama que tanto comoveu o público naquele finalzinho dos anos 60.

“Toquinho” abandonada pela mãe, sofria nas mão da pérfida “Dona Elza”, a vilã interpretada por Riva Nimitz, era diretora do orfanato e também era capaz de cometer as maiores maldades contras as criancinhas. As atitudes da megera caíam para o cômico, graças ao talento da intérprete. Ela era fraca das idéias e seus dramas, na verdade, estavam ligados ao fato de não ser mãe. A atriz dizia que por muito tempo foi lembrada por essa criação. E que, na época da novela, o nome da personagem virou jargão entre as mães. Se os filhos não comiam ou eram irresponsáveis na escola elas atacavam: "Olha que eu te levo para o orfanato de Dona Elza!"

A mãe de “Toquinho”, interpretada por Yara Amaral, sofre com o sentimento de culpa e tenta encontrar a sua filha.

Outro grande destaque da novela, foi a brilhante atuação de Dionísio Azevedo no papel do “Velho Gui”. A personagem era uma espécie de “Jepeto” que consertava brinquedos e objetos e adorava crianças. Ele era o grande amigo e protetor de “Toquinho”.

A protagonista Patrícia Ayres, não pôde continuar na novela. Então foi “criado” um desaparecimento de “Toquinho”, enquanto o autor Teixeira Filho resolvia o problema. A saída encontrada para prosseguir esse sucesso é curiosa: para substituir Patrícia, foi encontrada a garota goiana Marize Ney (prima de Lurdinha Félix), parecida com a intérprete mirim. Só que Marize tinha três anos a mais que Patrícia. O autor resolveu o problema com uma passagem de tempo. Assim, três anos depois, as coisas continuavam as mesmas.

“A Pequena Órfã” foi o primeiro trabalho na tv dos atores Nestor de Montemar, Roberto Maia, Nádia Lippe e de Glória Maria, que a partir de 1973 passou a ser a então conhecida, Glória Pires. Glória Maria “virou” Glória Pires porque em 1972 em “Selva de Pedra” (Tv Globo), a intérprete mirim recebia várias cartas em nome de “Glória Maria”. Com isso havia muitas confusões com a Glória Maria atriz e Glória Maria repórter. Então, surgiu assim Glória Pires.

A novela chegou ao seu grande final em maio de 1969.

A novela por ser muito antiga não existe mais registro como a abertura na época mas a direção do Audiência da Tv consegui um documentário que explica e ajuda vc entender melhor ainda sobre a trama que na época era em preto e branco

Veja o documentário sobre a novela o único registro existente

Se vc gostou desta edição tem que rever as anteriores

Leia sobre a novela “Marron-Glacé”

Leia sobre a novela “O Astro”

Leia sobre a novela “Cabocla”

Leia sobre a novela ''Irmãos Coragem''

Leia sobre a novela “Espelho Mágico”

Leia sobre a novela “A Viagem”

Leia sobre a novela “Pecado Capital”

Leia sobre a novela “Louco Amor”

Leia sobre a novela “Tieta”.

Leia sobre a novela “Saramandaia”

Leia sobre a novela “Bandeira Dois” Leia sobre a novela “Roque Santeiro” Leia sobre a novela “Paraíso”
Leia sobre a novela “Estúpido Cupido” Leia sobre o seriado “A Grande Família
Por Gilson Júnior

9 comentários:

  1. Nossa estou emocionada em ver algumas cenas da novela que nunca esqueci.Tenho hoje 50 anos e não esqueço da novela da carinha da menina e principalmente do velho Gui cantando para ela Mandei fazer um barquinho de papel e papelão.....Que maravilha poder matar um pouco a saudade da novela que me marcou muito.

    ResponderExcluir
  2. Pena não poder ver o vídeo... tinha apenas 5 anos e ainda lembro também de Dionísio Azevedo, da pequena menina e da cançao... também dela dizendo: Velho Gui, vem me buscar, estou com medo...
    Que saudade! Por que não fazer uma nova versão??

    ResponderExcluir
  3. Na verdade NÃO HAVIA abertura da novela originalmente. Quando foi reprisada pela Globo em 1971 foi feita uma abertura, como a que aparece no vídeo.
    Patrícia atuou só nos dois primeiros meses, deixando o elenco sem aviso pois seu pai achou que ela estava sendo explorada (trabalhava até mais de 8 horas por dia _ um absurdo em se tratando de uma menina de 4 anos_, segundo me disse Clery Cunha, que trabalhava na Excelsior na época). Vejam que ela atuava ao mesmo tempo na Pequena Órfã e em O Direito dos Filhos.
    A Excelsior já estava bem mal das pernas e em desespero usou Patrícia, em vista de seu carisma, para tentar alavancar a audiência da novela O Direito dos Filhos.

    Clery Cunha fez um filme, A Pequena Órfã em 1973, com Patrícia Ayres e Dionísio de Azevedo no elenco. O filme, contudo, resumia demais a novela e a montagem foi péssima. Certas cenas não se dava para entender nada do que acontecia. Uma pena.

    ResponderExcluir
  4. Foi a novela mais linda que já houve na televisão brasileira. Eu tinha 7 anos quando passou e depois assisti ao reprise pela Globo. É uma pena que que se queimaram as gravações. Poderia repetir e as novas gerações ver o que era uma boa novela. Tenho muita saudade e lembro bem de suas músicas.

    ResponderExcluir
  5. Eu tinha 10 anos quando passou a A Pequena Órfã. Vocês resgatarem essas minhas memórias, é tudo de bom! Preciso agradecer! Nunca esqueço a pequena Toquinho dizendo: "Não me bate, não me bate Dona Elza. Eu tenho medo, eu tenho medo da senhora". Terminava minhas tarefas de casa, tomava banho e ficava esperando a novela. Se não me engano, na mesma época passava O Tunel do Tempo, não era? Inesquecível a novela. É uma pena não terem os arquivos. Gostaria muito de revê-la.

    ResponderExcluir
  6. Que saudade, tenho 53 anos, nunca me esqueci da musica "mandei fazer um barquinho de papel de papelão......" ótima novela na epoca. Gostaria de saber qual a profissão atual de Patricia Ayres. que interpretou a orfã.

    ResponderExcluir
  7. Foi a novela mais linda que eu já assisti, me lembro até hoje, conto aos meu filhos e netos. Nunca me esqueci a música do barquinho. Mandei fazer um barquinho, de papel de papelão, para levar o meu benzinho, para dentro do coração.

    ResponderExcluir
  8. ~Todas as novelas são cópias de outras, só muda os tempos e os personagens...

    ResponderExcluir
  9. Boa tarde:

    Legal esse blog!
    Relata coisas boas mesmo e GRANDE PARTE ESQUECIDA (ou que NEM EXISTE MAIS)...
    Procurava por A PEQUENA ORFÃ e acabei aqui; pois hoje vi algumas cenas do filme - confesso que me emocionei até.
    E é engraçado olhar coisas antigas: roupas, outros.
    Nosso país possui um acervo de grandes produções (acho que se destaque na MÚSICA), pois no exterior somos conhecidos por tal.
    Há filmes antigos com ícones da TV onde muitos infelizmente se foram.
    E que bom que artistas desses tempos continuam atuando (GLORIA PIRES, ISABELA GARCIA: entre outros).

    Tchau,
    Rodrigo

    ResponderExcluir

Olá! Seja muito bem-vindo, nós já sabíamos, que você iria registrar seu comentário nesta informação. Para interagir é fácil. Redija seu comentário, em seguida marque uma das opções da caixa comentar como. Coloque seus dados eletrônicos, mas atenção nada de caracteres especiais (@, _ etc). Ok. Preencha os caracteres de verificação de pessoas reais, e aguarde nossa apuração.

Sua opinião é muito importante para a construção da sabedoria humana.

Atenciosamente - Editores Audiência de TV